Eu tenho uma amiga que, tempos atrás, ainda tinha uma visão muito inocente da vida. Tinha menos de 20 anos e era toda certinha, namorava há três anos com um menino bonzinho e rosado, com quem fazia aquele papai-e-mamãe básico com mais freqüência do que o indicado. Um belo dia, a então menina pura começou a trabalhar em um jornal nada renomado do interior de São Paulo, onde conheceu ninguém menos do que um fotógrafo que, digamos, tinha uma certa “deficiência”. O outrora rapaz, que naquela época devia ter uns trinta e alguma coisa de idade, tinha um olho cego, que ficava meio fora de órbita. E existe profissão melhor para um caolho do que fotógrafo?
Pois bem. Um belo dia, a menina certinha descobriu que não gostava mais do rosado, e tentava, de todas as maneiras, arrumar uma desculpa para terminar com o infeliz. Como o garoto sempre fugia às suas investidas, chorando e pedindo mais uma chance, ela nunca conseguia dar cabo em seu intento. Isso até o dia em que a moçoila decidiu fazer um happy hour com os amigos do trabalho - entre os quais, ninguém menos do que o Homem De Um Olho Só.
Lá estavam todos bebendo, exceto a minha amiga que, muito pura, não ingeria álcool. Depois de umas duas horas de happy hour, a então inocente mandou toda a moral para a puta-que-pariu e experimentou uma combinação não muito fraca de vodka com energético. Poderia ter
começado com uma cervejinha, não é mesmo?
Bêbada pela primeira vez, a moça ficava maravilhada com tudo o que fosse colorido ou se movesse mais rápido do que uma lesma. Vendo o estado que ela se encontrava, lá se foi o caolho fazer o papel de salvador e levá-la ao banheiro para que lavasse o rosto e se sentisse melhor. No meio do caminho, a moça passou mal, encostou semi-desacordada na parede e foi arrebatada por aquele que deveria ter sido seu salvador.
Tudo isso não passaria de uma situação cômica, se a imbecil não tivesse se apaixonado pelo caolho e largado o namorado e a decência para investir naquele amor sem futuro. Ainda sem conhecer os percalços da vida, ela bem que tentou, de todas as maneiras, segurar a tarraqueta e fazer o possível para não sucumbir à tentação carnal, mas a lábia do fotógrafo era mais forte. Num dia desses (bêbada), o convívio com aquela vida lhe tirou toda e qualquer moral: a moçoila decidiu terminar o serviço e, enfim, fazer um caolho feliz.
Eles estavam naqueles amassos que precedem o ato quando, mesmo não muito sóbria, a garota percebeu que ele evitava o início do processo de fato. Com suas mãos vacilantes, ela tentou dar uma conferida no material para indicar-lhe o caminho a ser tomado. E qual não foi a surpresa quando ela percebeu que aquilo que deveria estar ereto apresentava-se tão mole quanto uma meia vazia? Ela não aguentou, e explodiu na risada ali mesmo. Além de velho e caolho, o bicho também era brocha? Não há amor juvenil que dê conta!
Thanks to amiga de uma amiga que eu não conheço. Mas fia… achei genial o teu causo, viu!
Well, well, depois de muito tempo sem postar nesse bloguezinho bueiro, como diria minha musa inspradora Heleninha, eis que voltei. E com uma história que fiquei pasma ao perceber que não havia sido antes divulgada.
Eu tenho uma amiga que namorou muito tempo, quase quatro anos. Foi um namoro infeliz que ela terminou assim que entrou na faculdade. Porém, assim como todo namoro, tinha uma vantagem: a garantia de uma foda (mesmo que não fosse das melhores), sempre. Solteira e meio sem saber como agir, essa amiga passou muitos meses na seca.
Eis que um dia, seis meses depois do fim do namoro, a amiga foi passar um feriado X sem fazer nada na casa de uma amiga. Estavam lá ela, a dona da casa com o namorado e uma terceira amiga. Na noite de sábado pra domingo, a dona da casa convidou um brother dela pra passar lá e tomar umas biritas. O cara era altão, meio forte, bonitinho. Cerveja vai, vinho vem, o casal de namorados se aboletou no quarto, e a terceira amiga foi dormir em outro. Ficaram minha amiga e o brother na sala, conversando numa boa. Ia passar fórmula 1, e eles decidiram ficar acordados até lá. E qual o melhor jeito de passar esse tempo até a hora do corrida? Pegação master, claro.
Se atracaram num colchão que estava estendido, e tudo ia muito bem, minha amiga super feliz achando que ia tirar a barriga da miséria, quando ela abre o zíper da calça do moço e se depara com… AHN?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?
Era do tamanho de um dedo médio, tão fino quanto e, pra completar a derrota, meio bêbado, sabe? Minha pobre amiga não sabia o que fazer. Só havia transado com dois caras na vida até então e ambos tinham um piu-piu muito bem servido. Caraca, o que fazer numa situação dessas?
Minha amiga não pensou duas vezes: levantou e disse que precisava ir ao banheiro. Se trancou lá e ficou andando pra lá e pra cá, gastando o chão, sem saber como se livrar daquele erro. Ficou mais de 20 minutos no banheiro. Pensou, pensou, pensou e, sem encontrar solução, decidiu voltar a encarar o que o destino havia lhe reservado. Quando chegou, o moço estava todo feliz, exibindo aquilo que ele pensava ser uma ereção, cheio de amor pra dar. E a minha amiga? Deitou do lado dele e disse: ‘puts, to com sono, vou dormir, boa noite’. Até roncou pra fingir veracidade.
Ah, meu, já ouvi um cara de pau pequeno dizer: “enquanto eu tiver língua e dedo, mulher nenhuma me mete medo”. Mas há limites, minha gente. Pra tudo nessa vida há limites!!!

