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“Pooh Bear” de c* é r***!

agosto 25, 2008

Essa história começa com “eu tenho um amigo…” e é mais um desabafo do que uma história. É meio que o começo de uma campanha em prol da dignidade, da noção humana, do senso de ridículo. Tá, parece o sujo falando do mal lavado, mas eu vou contar e vocês vão entender.

Eu tenho um amigo querido que nunca teve muita sorte no amor. Sofreu com algumas fulanas que não merecem citação, e eu sempre lá, ouvindo as lamúrias e dizendo “calma, um dia vai aparecer uma mulher que te mereça”.

No começo deste ano, ele conheceu uma menina bonita, jovenzinha, e que o fez feliz. Eu dei pulos de alegria. Quando a conheci achei-a perfeita pra ele, do jeitinho que queria. Ótimo… Até a moça começar a botar as manguinhas de fora.

Um dia notei que o meu amigo estava me evitando. Convidei-o trocentas vezes para fazer mil coisas, e ele sempre se esquivava. Até que ele confessou: “minha namorada não quer que eu saia sozinho com você”. O mais engraçado foi que, na mensagem que ele me mandou falando isso, ele dizia: “pô, será que vou ter que abrir mão de todas as minhas amigas?”. E é pra mim que ele vem falar isso? Vai falar isso pra ela, né não, meu filho?

Dei uma semi-bronca no moço, não adiantou muito, mas pelo menos falei o que penso. A menina passou a me dar sorrisos amarelos nas poucas vezes em que nos encontramos. Mas a gota d’água veio num dia em que, sem ter mais o que fazer, fui fuçar o orkut dele e me deparei com uma carta de amor dela, que ocupava a página toda do scrapbook, recheada de apelidinhos gorféticos, que eu não vou citar pra não dar tão na cara, mas que estão na mesma linha de “tchutchuquinho”, “amôizinho” e similares. Juro por Deus que me deu gorfo! Tem gente que pede pra ser zuada, né? E eu, meu bem, perco o amigo, mas nunca perco a piada!

Fica aqui então o meu protesto contra as namoradas babacas, infantis e ciumentas, que pensam que o bofe nasceu no dia em que as conheceu e esquecem que eles têm uma história de vida todinha que foi vivida sem elas. Se você é uma namorada, ponha a mão na sua consciência e pense bem no que você está fazendo ao podar as amizades do seu cafuçu querido. E, é claro, fica aqui também o meu repúdio aos apelidos carinhosos toscos. Gente, imbecilidade tem limite! Mamãe me ensinou, e eu acredito que vocês, a essa altura do campeonato, já deveriam ter aprendido.

Se você é o namorado de alguma infeliz como essa, tire o momento para refletir um pouquinho sobre os limites da sua própria ridicularidade.  E lembre-se: no dia em que a sua amada te meter um chifre ou um pé na bunda, é a amiga que vai estar lá pra te consolar.

Agora, se você é uma amiga como eu e tem alguém importante na sua vida que está fazendo uma cagada como essas, minha filha, não pense duas vezes e tranque o rapaz no quartinho dos fundos, a pão e água que seja! Garanto que ele ainda vai te agradecer muito no futuro.

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