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Plástico Bolha

setembro 9, 2008

Eu tenho uma amiga que freqüenta eventos universitários há cinco anos, desde que entrou na faculdade, e todo ano uma festa em especial proporciona histórias impagáveis: a Pororoca Louca.

 

Para quem não sabe, trata-se de uma festa à fantasia de uma famosa faculdade de comunicação de São Paulo. Todo ano os ingressos esgotam e lota de gente muito bêbada (é sempre open bar), doidinha pra fazer merda. Minha amiga incluída.

 

Um dos melhores causos da Pororoca aconteceu em 2004, no primeiro ano em que a colega foi à essa festa. Linda, maravilhosa, fantasiada de gladiadora do comercial da Pepsi (ui!), a moça tomou um porre homérico de tamanhas proporções que conseguiu dormir no chão da balada encostada num amigo que estava fantasiado de mímico e acordar com um desconhecido que estava de zorro. Anyway, essa parte da história não vem ao caso.

 

Ocorre que minha amiga pegou geral nessa balada. Após algumas pegadas, encontrou um menino do último ano de seu curso que fazia DP na sua sala e estava vestido de plástico-bolha (vai entender essa juventude…). Os dois se cumprimentaram, aquela coisa toda e, sabe Deus porque, se pegaram. Porém, no dia seguinte, minha amiga não se lembrava de ter beijado o menino. Tanto que as amigas teimaram com ela por horas e ela negou até a morte! Imagina que ela se esqueceria de uma coisa dessas, de jeito nenhum!

 

 

Eis que na segunda-feira, todos andando pelo corredor com a cara enterrada em livros por conta da vergonha pelos vexames dados na Pororoca, minha amiga estava feliz a fumar o habitual cigarro do intervalo quando, do nada, surge METADE da sala dela, saídos de dentro de uma das salas de redação, aos berros:

 

– Fulanaaaaaa, vem ver aqui uma coisa!

 

Ela foi correndo e quando viu… Jesus, apaga a luz! Uma foto dela ULTRA se pegando com o menino-plástico-bolha em uma parede qualquer no site da Atlética.

 

Minha amiga não sabia onde enfiar a cara. Era só a sua primeira Pororoca, mal sabia ela que vexames muito maiores viriam depois, com o passar dos anos. Mas mesmo assim, né. Os poderes da amnésia alcoólica são surpreendentes. Quem já foi a uma Pororoca sabe…

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