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O homem de um olho só

outubro 5, 2008

Eu tenho uma amiga que, tempos atrás, ainda tinha uma visão muito inocente da vida. Tinha menos de 20 anos e era toda certinha, namorava há três anos com um menino bonzinho e rosado, com quem fazia aquele papai-e-mamãe básico com mais freqüência do que o indicado. Um belo dia, a então menina pura começou a trabalhar em um jornal nada renomado do interior de São Paulo, onde conheceu ninguém menos do que um fotógrafo que, digamos, tinha uma certa “deficiência”. O outrora rapaz, que naquela época devia ter uns trinta e alguma coisa de idade, tinha um olho cego, que ficava meio fora de órbita. E existe profissão melhor para um caolho do que fotógrafo?

 

Pois bem. Um belo dia, a menina certinha descobriu que não gostava mais do rosado, e tentava, de todas as maneiras, arrumar uma desculpa para terminar com o infeliz. Como o garoto sempre fugia às suas investidas, chorando e pedindo mais uma chance, ela nunca conseguia dar cabo em seu intento. Isso até o dia em que a moçoila decidiu fazer um happy hour com os amigos do trabalho –  entre os quais, ninguém menos do que o Homem De Um Olho Só.

 

 

Lá estavam todos bebendo, exceto a minha amiga que, muito pura, não ingeria álcool. Depois de umas duas horas de happy hour, a então inocente mandou toda a moral para a puta-que-pariu e experimentou uma combinação não muito fraca de vodka com energético. Poderia ter

começado com uma cervejinha, não é mesmo?

 

Bêbada pela primeira vez, a moça ficava maravilhada com tudo o que fosse colorido ou se movesse mais rápido do que uma lesma. Vendo o estado que ela se encontrava, lá se foi o caolho fazer o papel de salvador e levá-la ao banheiro para que lavasse o rosto e se sentisse melhor. No meio do caminho, a moça passou mal, encostou semi-desacordada na parede e foi arrebatada por aquele que deveria ter sido seu salvador.

 

Tudo isso não passaria de uma situação cômica, se a imbecil não tivesse se apaixonado pelo caolho e largado o namorado e a decência para investir naquele amor sem futuro. Ainda sem conhecer os percalços da vida, ela bem que tentou, de todas as maneiras, segurar a tarraqueta e fazer o possível para não sucumbir à tentação carnal, mas a lábia do fotógrafo era mais forte. Num dia desses (bêbada), o convívio com aquela vida lhe tirou toda e qualquer moral: a moçoila decidiu terminar o serviço e, enfim, fazer um caolho feliz.

 

Eles estavam naqueles amassos que precedem o ato quando, mesmo não muito sóbria, a garota percebeu que ele evitava o início do processo de fato. Com suas mãos vacilantes, ela tentou dar uma conferida no material para indicar-lhe o caminho a ser tomado. E qual não foi a surpresa quando ela percebeu que aquilo que deveria estar ereto apresentava-se tão mole quanto uma meia vazia? Ela não aguentou, e explodiu na risada ali mesmo. Além de velho e caolho, o bicho também era brocha? Não há amor juvenil que dê conta!

Thanks to amiga de uma amiga que eu não conheço. Mas fia… achei genial o teu causo, viu!

2 comentários

  1. Coitadinho do fotógrafo caolho!


  2. oi me amostra vo teu olho? ????????????????????????????????????????????????????????????????



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