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Mas é carnaval!!!

outubro 15, 2008

Eu tenho quatro amigos loucos, completamente pirados. Tanto que aceitaram ir para uma cidade que fica a 700 km de distância de São Paulo simplesmente para passar o carnaval em 2006. Pois bem, as merdas começaram logo no caminho: uma das duas amigas que foram de ônibus, com mais duas meninas (ex-amigas, que não vêm ao caso), teve o celular roubado no metrô, a caminho da barra funda, e teve que dar uma passadinha básica no posto policial da rodoviária, coisinha pouca para quem já estava atrasada. O resultado? Um outro amigo nosso, que elas encontraram acidentalmente na barra funda, teve que praticamente deitar em frente ao ônibus para impedir que ele saísse antes das bonitas conseguirem entrar.

 

Mas não é só isso, minha gente! Os outros dois amigos que foram de carro tiveram que enfrentar uma bela batalha na viagem de 9 horas! Um pequeno carro popular 1.0 com os seguintes componentes: motorista de mais de 120 kg, passageiro de 2,02m no banco da frente e um dos ocupantes do banco de trás com cerca de 100 kg, que teve o prazer de suar feito um porco e ficar com um odor nada agradável bem no meio da viagem. Mas senta que lá vem história…

 

 

 

É óbvio que haviam prometido mundos e fundos, gente bonita, clima de paquera e presença de famosos pra essa galera, né. Chegando à tal cidade-maravilhosa-perfeita-para-o-carnaval, com o que é que os amigos se deparam? Muita gente feia e pousada de 14º nível, com direito a colchão que fedia porra (sim, amiguinhos, PORRA, com toques de cera de ouvido pra completar)! Mas brasileiro bom é aquele que não desiste nunca de se divertir! E lá foram eles, com as armas que tinham: muita vodka com soda, algumas “roupas para dobrar” e zoando a cara dos nativos.

 

Entre os personagens bizarros estavam Jacque, sua merda, uma menina que não saía do quarto por nada do mundo e deixava as companheiras trancadas do lado de fora; Amor É Cego, gorda branquela bizarra que andava de baby doll pela pousada ofendendo os passantes, semelhante à do filme; Alan Alex, nativo que caiu perdidamente apaixonado por uma das nossas amigas e fazia qualquer coisa por um beijo dela, inclusive comprar bebidas para a galera, o perfeito paga-lanche; Totti, cabeludo esquisitão que só “azarava” a mulherada (com truques como: “Japinha, me leva pro Japão com você?” e “Que lindos olhos. E as coxa tamén“) quando estava bêbado, e na sobriedade passava reto; e a gloriosa Sagüi, uma tia magrela de uns 30 anos que dançava Calypso com uma empolgação contagiante

 

Para passar o tempo, os quatro amigos e os demais presentes na viagem, nove ao todo, bebiam, zoavam as pessoas e faziam merdas como dançar axé da melhor qualidade e organizar “gincanas”, como tirar óculos de sol de dentro de bacias repletas de gelo com a boca. Educativo, não?

 

A viagem rende muitas histórias até hoje e calcula-se que ela entrará para a lista das dez maiores roubadas de todos os tempos! Se bem que, se toda roubada fosse assim, o povo por aí seria bem mais feliz, ó!

 

Pobre se diverte com pouco, não é mesmo?

 

Medaaaaaaaaaaaaaaa…

 

PS.: Este carnaval já foi citado por aqui antes. Lembra da história do gordinho que atravessou São Paulo pra encontrar a menina e ainda chamou ela de feia? Pois é, foi nesta ocasião. Achei redundante relembrar a derrota, né. Écat, cusps cusps…

4 comentários

  1. conta depois a historia do tiroteio na praia grande


  2. Maravilinda a história… tinha esquecido das roupas dobradas hahahahahaha


  3. PQP que zuado!


  4. Affffeeeeee …

    Colchão com cheiro de porra …

    Putssss …



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