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Amiga da Diana

outubro 29, 2008

Ler sempre foi um dos meu grandes prazeres, e o mesmo ocorre com minhas amigas que cá contam os mais diversos causos,

Puisé. Eu tenho uma amiga que ADOOORA os textos da psicanalista Diana Corso, e faz questao de sempre me enviá-los. Claro que só tenho a agradecer… sempre!

Lá vai um deles

Quem é o novo macho?

Não temos dúvidas de que ser mulher sempre foi difícil, mas achamos que ser homem é fácil. Errado

Imagine se nossos seios excitados ficassem eretos sob a blusa, alardeando que uma fantasia erótica atravessou o pensamento, numa reunião de trabalho! Como nos sentiríamos se a cada mínimo gesto suspeito as amigas gritassem “sapatona!”. Com os homens é assim. Não temos dúvidas de que ser mulher sempre foi difícil, mas achamos que ser homem é fácil. Errado. Na dúvida, pergunte ao Fabrício Carpinejar. As respostas virão sob forma de crônicas engraçadas e líricas, em seu livro Canalha! (ed. Bertrand Brasil).

Ele dirá que dói ser homem, é cansativo ser homem. Sim, os homens têm facilidades: mijar em pé. Falei facilidades?, retiro, o homem tem uma facilidade: mijar em pé; explicará que a masculinidade é um exame infindável de testosterona intelectual. Performático e provocador, ele pinta as unhas (de uma das mãos), e com a manicure de sua mulher descobriu um dos segredos femininos: ela quer ouvir de mim que simplesmente estou ouvindo. Fabrício investiga as mulheres, quer descobrir-lhes a receita, aprender a se fazer amar por elas. Por isso, recomendo aos homens que abandonem todos os sites de conselhos sobre como conquistá-las e leiam o livro do Fabrício. Estamos lá, perigosa e respeitosamente reveladas. A leitura serve também às mulheres, boa ocasião de descobrir que os homens mudaram tanto quanto nós, e quanto. Eles ficaram diferentes, porque uma mulher não se interessa (mais) por homens prontos, fechados, absolutamente perfeitos. Não se interessa por cadáveres.

As melhores verdades
Dizem que os machos são mais ativos, que a dependência é característica da fêmea humana, que mulheres são sensíveis, enquanto homens são rudes e narcisistas, mas, longe dos clichês, nunca sabemos se estamos à altura da nossa identidade sexual. Ao preencher um formulário, assinalamos o sexo a que pertencemos, quem dera fosse tão simples! Na prática passamos a vida tentando validar o X colocado no “masculino” ou no “feminino”. Pelo menos o amor é um alívio para os impasses erótico-existenciais: quando somos desejados nos sentimos homens ou mulheres de verdade. Por isso, para descrever o novo macho, Fabrício teve que falar de amor, mas não só disso: da amizade entre os homens, revelou os segredos do vestiário, onde a intensa cumplicidade e o erotismo agressivo e lúdico compensam as olimpíadas de macheza, o exercício compulsório da bagaceirice.

Colocadas na periferia da história, sob um manto de docilidade, as mulheres tornaram-se mordazes caçadoras de pontos fracos nos machos e suas instituições. Por hábito de bastidores, elas percebem demais, embora guardem os defeitos de seus maridos e filhos como segredo pessoal. Por sorte ele nos encarou, olhou direto na nossa cara de esfinge, agüentou o frio na espinha, amou e foi amado, ganhou e perdeu, para no fim contar dos impasses do novo macho diante das mulheres liberadas. As melhores verdades não provêm de respostas, e sim das perguntas bem colocadas. As perguntas de Fabrício estão lá.

Texto publicado na Revista Tpm desse mês.

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