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Poesia que salva!

janeiro 26, 2009

Eu tenho uma amiga genti que gosta mais da poesia de Clarice do que de chocolate  com morango. A mulher não se aguenta e vive mandando pequenos trechos que ilustram o esqueleto de seus devaneios. Lá vai!

Para me refazer e te refazer volto ao meu estado de jardim e sombra, fresca realidade, mal existo e se existo é com delicado cuidado. Em redor da sombra faz calor de suor abundante. Estou viva. Mas sinto que ainda não alcancei meus limites, fronteiras com o quê? sem fronteiras, a aventura da liberdade perigosa. Mas arrisco, vivo arriscando. Estou cheia de acácias balançando amarelas, e eu que mal e mal comecei a minha jornada, começo-a com um senso de tragédia, advinhando para que oceano perdido vão meus passos de vida. E doidamente me apodero dos desvãos de mim, meus desvarios me sufocam de tanta beleza. Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca. E tudo isso ganhei ao deixar de te amar.

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