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Conhecendo a sogra

setembro 28, 2011

Eu tenho uma amiga que, em um dia muito ruim, conheceu um homem muito bom, ficou com ele e, depois de alguns dias, decidiu fazer a manutenção e mandar uma mensagem marota perguntando por onde ele andava e o que andava fazendo. Depois de uma breve troca de palavras, ficou combinado que os dois iriam “fazer alguma coisa” no dia seguinte.

Passadas 24 horas, a amiga estava jantando quando o boy magia (e digo MAGIA com muita ênfase) ligou convidando-a para tomar umas em algum bar. Beleza, ela foi pra casa, se arrumou e o bonito ligou de novo dizendo, em outras palavras: olha, vamos pular a parte burocrática, você não quer vir direto aqui pra casa, não? Ela topou, é claro – essa amiga não é muito chegada em enrolação.

E lá se foi ela pra casa do sujeito. Chegou, estava ele lindo, com aquele visual estupidamente charmoso que emana da soma chinelo + bermuda + moletom. Se cumprimentaram com um beijo, a bonita cheia de amor pra dar, aí eles entraram em casa e… Eis que eles não estavam sós.

Aqui, caros, entra uma reflexão muito válida, a meu ver, para a sociedade moderna. Quando um sujeito chama uma moça para dormir na casa dela, o que a moça deve pensar? “Ele mora sozinho.” Ou “ele mora com um brother”. Ou, na pior das hipóteses, “ele está sozinho em casa, a família foi viajar”. Certo? Errado. Pelo menos para este cidadão, que legalizou o sexo casual e leva a mina com quem ele está saindo pela segunda vez pra transar em casa, SOB O MESMO TETO QUE O PAI E A MÃE.

A cara da amiga foi quase no chão quando ela se deparou com o candidato a sogro na cozinha. Foi o “boa noite” mais sem graça que ela já disse. Para o cara, a coisa fluiu muito naturalmente. Ele a levou para o quarto e, né, os detalhes sórdidos do restante da noite a gente não precisa compartilhar.

Aí a linda acordou no outro dia de manhã no maior chamego, deu mais um pouquinho, tomou um banho e estava planejando ir embora muito de fininho. Só que quando chegou ao portão, o boy tinha esquecido a chave. No que ele voltou pra buscar, quem apareceu? O pai de novo? Não, muito pior. A MÃE.

Minha amiga disse que a mão dela nunca suou tanto na vida. E a sogrona, em vez de fazer um carão, resolveu ser simpática. Disse: “RÁ, achou que ia fugir de mim, né?”. Foi lá, abraçou, perguntou o nome, convidou pra almoçar (!!!!!!!). Aí o bonito voltou, também com cara de sem graça, tentando cortar o momento bizarro, quando a mãe dele perguntou para a amiga: “você estava com ele na sexta?”. A amiga: “não, por quê?”. E a mãe: “não, nada, é que eu fiquei cabreira com a história da garrafada, você viu que horrível que está esse machucado na testa dele, minha filha?”.

A amiga fez cara de conteúdo, olhou, riu, até comentou alguma coisa e, finalmente, conseguiu ir embora. Mas foi bem pensando que deveria é ter virado para a mulher e falado: “minha senhora, a senhora ta achando que eu vim aqui pra botar reparo na testa do seu filho? CÊ JURA?”. Tenha dó.

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