Archive for agosto \29\UTC 2008

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Mais uma de (ex)amor

agosto 29, 2008

Texto para uma separaçãoOlhe aqui, olhos de azeviche
Vamos acertar as contas
porque é no dia de hoje
que cê vai embora daqui…
Mas antes, por obséquio:
Quer me devolver o equilíbrio?
Quer me dizer por que cê sumiu?
Quer me devolver o sono meu doril?
Quer se tocar e botar meu marcapasso pra consertar?
Quer me deixar na minha?
Quer tirar a mão de dentro da minha calcinha?
Olhe aqui, olhos de azeviche:
Quer parar de torcer pro meu fim
dentro do meu próprio estádio?
Quer parar de saxdoer no meu próprio rádio?
Vem cá, não vai sair assim…
Antes, quer ter a delicadeza de colar meu espelho?
Assim: agora fica de joelhos
e comece a cuspir todos os meus beijos.
Isso. Agora recolhe!
Engole a farta coreografia destas línguas
Varre com a língua esses anseios
Não haverá mais filho
pulsações e instintos animais.
Hoje eu me suicido ingerindo
sete caixas de anticoncepcionais.
Trata-se de um despejo
Dedetize essa chateação que a gente chamou de desejo.
Pronto: última revista
Leve também essa bobagem
que você chamou
de amor à primeira vista.
Olhos de azeviche, vem cá:
Apague esse gosto de pescoço da minha boca!
E leve esses presentes que você me deu:
essa cara de pau, essa textura de verniz.
Tire também esse sentimento de penetração
esse modo com que você me quis
esses ensaios de idas e voltas
essa esfregação
esse bob wilson erotizado
que a gente chamou de tesão.
Pronto. Olhos de azeviche, pode partir!
Estou calma. Quero ficar sozinha
eu co’a minha alma. Agora pode ir.
Gente! Cadê minha alma que estava aqui?

 

(Elisa Lucinda)

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Bleeeeeehhhhh

agosto 29, 2008

Eu tenho uma amiga que costuma gamar nos caras à primeira vista. Assim que ela chegou à faculdade, há mais de quatro anos atrás, viu um gostoso no corredor e gamou nele. Por muito tempo não soube nem o nome do cara, e como ela era de curso e período diferentes, não teve motivo para falar com ele. Mas tudo nessa vida é questão de oportunidade.

 

Após uns dois anos de pagação de pau violenta, estava minha amiga feliz e bêbada num show de péssima qualidade, quando, na saída do banheiro, ela olha no corredor do Credicard Hall e reconhece o gostoso que ela tanto cobiçava, caído no chão, morrendo de embriaguez. Como ela não é nada besta (e também é uma alma caridosa), resolveu ir lá ajudar. O cara não conseguia nem se mexer, nem falar, estava à beira do coma alcoólico.

 

Minha amiga, que a essa altura já sabia o nome do bofe, levantou-o do chão e levou-o para a enfermaria do local. Nisso, encontrou o amigo dele, que estava procurando o moço. Os dois carregaram o bonito, que era mega pesado, e o amigo super legal dele disse: “Ah, beleza, vou deixar ele aí e voltar pro show”. Como assim, Bial?!? A menina, compadecida do pobre bêbado e ciente de que todo bem que se faz a um ser alcoolizado volta quando o alcoolizado for você, perdeu o show inteirinho lá, cuidando do gostoso – e tirando uma casquinha porque ninguém é de ferro.

 

Mas, como nada é perfeito… Estava ela sentada no chão, ao lado do bofe capotado, dando agüinha na boca dele e tudo (ui) quando o pobre diabo vira pro lado e… Faz o South Park e gorfa no braço dela! O cara gorfou nela, na calça dela, na blusa, em tudo! Mas a paixão platônica era tamanha que a moça nem se importou. No fim do show, o amigo dele veio, eles levaram o cachaceiro para a casa dele, o cara deu carona pra ela até a casa de uma amiga onde ela ia dormir, tudo lindo.

 

 

No outro dia, depois da coitada ter trabalhado o dia inteiro com a roupa gorfada, ela encontrou o bonito no corredor. E sabe o que ele fez? Nem olhou para a cara dela! A menina, claro, ficou virada no Jiraya e passou a desejar a morte do gostosão. No entanto, um tempo depois, ela descobriu que o moço apenas não sabia que ela era a tal menina super gente boa que cuidou dele durante o porre. No fim, ele veio pedir desculpas e os dois acabaram estabelecendo uma bela relação de “oi” e “tchau”.

 

Mas, porra… Depois de vomitar na menina, o mínimo esperado seria uma rapidinha no banheiro da faculdade, não?!?

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Dia do Peru

agosto 29, 2008

Tenho duas amigas que apesar de não terem nada a ver a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, muito menos com advogados (sorte a delas, do contrário suas carreiras estariam  seriamente comprometidas!), não perdem o evento realizado pela tal faculdade todos os anos, a tal da Peruada. Trata-se de um evento tradicional, que ocorre todo ano em meados do segundo semestre. Diz a lenda que de tempos em tempos eram organizados furtos de animais para “homenagear” a figura do ladrão, tido como o grande inspirador do estudo do Direito. Eita povo doido!

A trilha sonora do evento é marcada pelo axé e figurino composto de fantasias das mais variadas. Ouvi dizer que nome da festa é uma comparação com o hábito caboclo de dar pinga aos perus, deixando-os tontos antes de sacrificá-los. Sugestivo, não?


O trajeto das amigas começou pelas avenida São Luiz, passando pelo viaduto 9 de Julho, rua Maria Paula, viaduto Brigadeiro Luis Antônio, rua Cristóvão Colombo, largo São Francisco, rua Libero Badaró, viaduto do Chá, praça Ramos e rua Conselheiro Crispiniano. A parada final ocorreu no local de origem. A cada passo elas encontravam conhecidos, uns amigos, uns não-amigos, alguns conhecidos, de tudo um pouco, e de maneira quase natural, artificialmente alterada por goles de qualquer drink barato, os cumprimentos se davam com french kiss, ou selinho.

Bondade baixou no coração das mulheres. Isso especialmente ao encontrar um amigo muito fofo, sabe aqueles tão fofos que elas nunca pegariam na vida? Pois é. O rapazinho usava uma fantasia toda meiga, de menininho, disseram que parecia ter 13 anos, e ainda era seu seu aniversário. Por conta disso queria um beijo das meninas a qualquer custo.

As duas, como mulheres bem resolvidas, presentearam o garoto para sua imensa euforia. Como sempre acontece, você dá a mão e infeliz puxa o braço, o rapazinho queria ainda ter o privilégio do beijo à trois, aquele bonito a três! Só ele deveria querer, não é mesmo minha gente?

Deus do céu! O presente foi então dado ao pobre coitado, afinal minhas amigas estavam sem qualquer valor de mercado naquele dia!

Foi aí que coisa começou a só piorar, e assim, para ajudar foram à procura de mais um drink. Não entendi como nem porque, mas ao comprar um vinho chapinha de um ´ambulante´, as duas, de alguma forma, apareceram duas garrafas nas mãos! Um milagre? Deve ser a lendária multiplicação do vinho!

Ficaram surpresas e assanhadas ao ver o assédio da molecada, que queria trocar beijo por vinho! Escambo em plena festa, é isso mesmo?

Aí iniciaram mais um tumulto na fexta, e vinho vai, vinho vem…Disseram que as garrafas renderam e muito. Até Jesus encontraram no meio da rua. Minha amiga nada boba acabou por ser quase milagrosamente abençoada pelo filho de Deus. Do céu caiu direto ao inferno, onde se enturmou com Cazuza (mas sem ideologias), Robin Hood (dando dos ricos para o pobres), Salva-Vidas (que não salvava nem a si mesmo), Mendigo, Enfermeiro (sem dor), Wally (aonde?), afêeeeee… foi de tudo! Perderam de fato qualquer dignidade.

Aquilo estava mais para o caminho de Santiago de Compostela, mas sem esperança de um digno fim.

Por fim acabaram numa praça qualquer do centro, sujas, descabeladas, sem um tostão furado, onde rolaria a bendita balada after, em princípio restrita aos alunos da faculdade. Elas não se lembram como, mas deram um jeitinho à la brasileno e acabaram na tal festa, diferente não poderia ser.

Logo na entrada deram de cara com uma abundância de copos de qualquer vodka barata com qualquer mistura colorida. Dançaram mais um pouco, e beberam mais ainda. E finalmente após 15 horas de festa na rua, já nem mais sabiam seus próprios nomes, e decidiram ir embora.

Na curva final da saída do evento uma das meninas conheceu um mocinho, do tipo aonde está Wally, sabe? Bonito, olhos claros, sorriso maroto! Tinha ainda a outra amiga que, de alguma maneira, ao saírem os três da festa, acabou por conversar um outro mocinho, que se encontrava sentado na praça. E papo vai, papo vem, viram que ali tinha futuro. Aquilo parecia um fim de noite feliz para ambas. Subindo a pé a Rua da Consolação madrugada afora, as amigas se perderam. Isso se deu pois uma delas, ao atravessar a avenida em sentido Praça Roosevelt, em suas havaianas imundas, tomou um bonito tombo, de joelho, e teve que assim sentar um pouco para se recompor. Enquanto isso, a outra desapareceu meio as névoas do centro. Sem ter idéia do paradeiro da amiga, após perder o celular, estar sem dinheiro, achou melhor aproveitar o fim da noite com o mocinho que por ali perto habitava. Imaginou que sua amiga provavelmente estaria fazendo a mesma coisa. Ao chegar no apartamento do mocinho, a mulher percebeu que de fato estava numa espécie de after after party, com direito amigos, familiares, mais drinks e ainda cigarrinho de artista! Uma loucura. Acordou horas depois, algo como meio-dia. Ao abrir a bolsa se lembrou de tudo que havia perdido na noite passada, celular, dinheiro, cigarro… e ainda a chave do carro da mamãe? Ah?? Não poderia ter perdido algo tão importante. Num flash de segundos lembrou-se que a chave havia ficado com a outra amiga, e se Deus quisesse, e ele havia de querer, estaria segura. Nesse caso, aonde estaria a amiga? Lembrou-se que haviam se perdido nas ruas da madrugada. Só então ficou preocupada, entretanto o fato da amiga estar acompanhada a deixou mais aliviada. Mas o que ela faria, como iria embora? Para quem eu ligaria? Sem chave, sem dinheiro do busão, sem comunicação! Ficou em pânico!

O mocinho então tentou acalmá-la nesse momento de aflição, e de alguma forma, lembrou que tinha um amigo que conhecia um outro cara que parecia ser o mocinho com quem minha amiga estaria. Ligaram então para os rapazes, e depois de uns 40 minutos finalmente conseguiu contato com minha amiga, que estava na casa do respectivo mocinho, que por sinal e coincidência era na rua ao lado. Isso sim foi uma benção! Em pouco tempo se encontraram em plena Rua Caio Prado, as duas, sujas não sei do quê, pés imundos de havaianas, totalmente desfiguradas! Só tinham moedas suficiente para um maço de cigarro, e assim foi. De alguma forma teriam que chegar à Barra Funda para pegar o carro da mamãe (por que deixaram o carro lá?) para então chegar em casa. Tiveram a brilhante idéia de passar no chopperia do pai da amiga, que fica ali mesmo no centro, para conseguir algum trocado e assim sair daquela lama. Após uma caminhada chegaram na chopperia em condições físicas totalmente precárias, onde foram recebidas com surpresa pelo pai da amiga, que de cara percebeu os estado das mulheres. Ele, ao contrário do imaginado, nada disse, só começou a rir e aí disse:

– Garçon, vê dois chopes para as meninas, elas estão precisando!

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agosto 29, 2008

 

Eu tenho uma amiga que estava esperando um bofe lá na casa dela… Se arrumou toda, perfume, baton, lingerie.. Quando o bofe chega:

– Oi tudo bem querido? Quer tomar alguma coisa? Uma cerveja… Uma água… UM BANHO…

hahahahhahahha

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Ingresso

agosto 29, 2008

 

Eu tenho uma amiga que foi pra um bar encontrar seus amigos e por um acaso um cara que ela sempre pegava também estava no recinto. Aquele climinha rolando, a cervejinha deixando os dois mais soltinhos… Até que ele chega pertinho dela, com uma camisinha na mão, e diz:

– Já comprei o ingresso… Vamo pro jogo????

Rsrsrsrs- Não há mulher que resista ao senso de humor….

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Curto circuito! Tzzzzzzzzz…

agosto 29, 2008

Sabe uma situação desnecessária? Foi a vivida por essa minha amiga que eu vou contar.

 

Eu tenho uma amiga que foi pra um churrasco em um sítio de um amigo nosso, há mais ou menos um ano atrás – acompanhada, inclusive, por esta que vos escreve. O churras no interior rolou de sábado de tarde até domingo, e rendeu uma horrorosíssima história – se eu disser belíssima, estarei mentindo.

 

Madrugada, todos bêbados em volta da piscina, falando as piores merdas possíveis. Eventualmente, todos foram dormir. Poucos – eu incluída, com a graça de Deus – se alojaram em um quarto. O restante, mais ou menos uns 10 negos, se amontoaram no mesmo quarto. Minha amiga foi dormir lá e, por alguma razão inexplicável, foi parar na cama do dono da casa. Começou o chamego, os dois se pegaram lá, na penumbra, de boa, até que…

 

– Fulana… enfia o dedo no meu cu, vai.

– OI???

– Enfia o dedo no meu cu.

 

Quando penso na história, concluo: esse cara tem que agradecer a Deus que ele não pediu isso pra mim, porque eu ia rir tanto, mas tanto, que ia acordar até os pais dele no andar de cima.

 

A doente mental da minha amiga, no calor da coisa, aceitou o desafio e mandou bala. Segundo ela, o moço, que (DETALHE), tinha o cu depilado,  gozou. Écat, cusps cusps…

 

Esse é o tipo de história que se abafa, né. Mas ela fez o favor de contar pra mim e mais dois coitados no bar, e aí quando nós vimos praticamente todos os nossos conhecidos estavam cientes do ocorrido. Tanto que um dia, em uma festa, quando brincavam de “eu nunca”, um tonto soltou a pérola:

 

– Eu nunca pedi um fio terra. Bebe, fulano, bebe!!!

 

 

Lamentável.

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Feliz aniversário meu amor…

agosto 29, 2008

Eu tenho uma amiga louca, que foi comemorar o aniversário com os amigos no bar. Sai de lá trêbada e, rodeada por um bando de meninos, foi levada até um puteiro da Av. Augusta para terminar a noite em grande estilo.

Chegando lá, no fatídico “Casarão”, bebida vai, bebida vem, e a bunita ganhou um Lap Dance de presente, aquele que a puta fica em cima de vc se esfregando. O mais engraçado é que essa amiga era cheia de cagar regra de moralismo barato, mas a bisca tava tão fora da casinha que aceitou de boa.

Eis que chega a prima e começa o serviço, para o delírio dos machos de plantão afinal, qual é o homem que não tem fetiche lesbos, não é mesmo minha gente.

Até então, tudo tranquilo. A moça dançava, a amiga tava sussa e os meninos iam à loucura. Eis que a louca começa a se empolgar, conforme a meretriz tirava as poucas peças de roupa que ostentava num corpo perfeito.

Quando o naipe estava no bueiro e o descontrole era geral, mil e uma coisas de uma só vez. Ela não só lambeu entre os os peitos da trabalhadora, como beijou a querida colega.

CAOS NO RECINTO e muita, muita ressaca no dia seguinte. É o que dá beber em más companhias.

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