Archive for outubro \13\UTC 2011

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Sorria, você está sendo filmado

outubro 13, 2011

Faz tempo que não postamos história de amigo aqui, né? Pois lá vai uma muito boa, que aconteceu faz mais ou menos um ano e que precisa ser compartilhada com o mundo.

Um amigo nosso foi a uma baladinha hype bem famosa da noite paulistana que acontece uma vez por ano. Para não perder a viagem, o bonito se estragou no álcool e ficou virado no Jiraya. Até mosh do palco durante um show ele deu – eu até publicaria a frase emblemática que ele soltou ao final do ato, mas ia denunciar demais o autor.

Enfim, tava lá locão, descolou um boy magia (ou nem tão magia assim, enfim) e resolveu ir pra casa do rapaz, que era ali pela região mesmo. Foram a pé, chegaram lá, começaram a se pegar loucamente na sala, aquela coisa toda… Eis que o dono da casa lança: “vamos ali no terraço?”. Beleza, né, saíram os dois, pegaram o elevador, subiram até o topo do prédio, olharam lá de cima e resolveram voltar porque estava muito frio – pelo que eu me lembro, foi tipo a noite mais fria do ano passado. De volta ao apê, fizeram amorzinho gostoso e meu amigo vazou quando já era dia bem claro.

O lindo passou na padoca, tomou um café, foi até a casa dele, dormiu… Quando acordou, estava numa ressaca monstruosa e com sérias dificuldades de se lembrar dos detalhes da noite anterior. Entre um copo d’água e outro, ele começou a recapitular a ida pra casa do fulano, a pegação… OH NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ele então se lembrou de ter subido até o terraço do cara numa boa. Porém, na hora, ele e o peguete não atentaram a um detalhe importantíssimo. Ele estava nu. PELADO. Sem roupa, sem nem cueca. E andou de elevador no prédio dos outros. Imagina se entra uma velhinha indo comprar pão. Imagina a cara do porteiro, um tiozinho evangélico que entra no serviço às 6h da manhã pra ver vagabundo pelado dando rolê pelas câmeras de segurança! Que horror, minha gente, que horror.

Se a intenção já era não fazer “follow up” com o menino, depois de lembrar-se do ocorrido é que o amigo nunca mais quis saber dele mesmo. Tudo para evitar o constrangimento de encontrar o tio da portaria novamente e ganhar aquele olhar de “eu já te vi pelado”. Desnecessário.

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Eu, frita?

outubro 13, 2011

Eu tenho uma amiguy que esses dias me enviou um vídeo que disse ser imperdível.

Se você vira e mexe anda frita por aí, veja só o que acontece com a bafônica Amanda Lepore dirigida pelo  incrível David La Chapelle nesse vídeo da MAC.

A moral da história é:  sempre pode ter um mais louco que você! E quem nunca deu uma fritadinha?

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Eu tenho uma amiga: REMEMBER COLLEGE

outubro 5, 2011

Este post é mezzo piada interna. Nos desculpem, mas PRECISAVA ser publicado. UM BEJ a todos os envolvidos!

Eu tenho umas amigas que estudaram juntas na faculdade e que são amigas até hoje.

Dia desses uma dessas amigas estava dando uma olhada nuns e-mails antigos e achou um trabalho que foi feito para uma aula de jornalismo, que tinha uma professora muito brava e muito séria. As meninas, visivelmente sem saco… e talvez sem muito talento… resolveram improvisar e usar um amigo como material de experimento. A missão? Transformar uma pauta feminina em uma pauta para revista masculina. Saca só o planejamento:

Nome do experimento: R.S. (podemos dizer que o entrevistado preferiu que não usássemos seu nome verdadeiro. Neste caso, podemos chamar ele pelo apelido, HORÁCIO eaehauehauheuaheuaheuahuehauehauheauheua! Vamoooos, vai???) 24 anos, formado em Educação Física, trabalha como personal trainer (particular e em academia) Tem duas namoradas no histórico: a primeira é nossa amiga Rê Bordosa (“Nosso namoro era mais uma amizade. A gente vivia no bar e se divertia horrores juntos”). A segunda foi a Paula (não Rita, uma outra). Namoraram por um ano, aí ela se mudou para o Espírito Santo. Continuaram um tempo à distância, mas ele terminou. Aí no começo deste ano ela voltou para São Paulo e os dois reataram. Há cinco meses, Horacio terminou com ela (“Fui eu quem terminou o namoro, e o pior é que eu tenho certeza de que a Paula era a namorada perfeita para mim” Terminou por quê então? “Sei lá, acho que eu não sei ser namorado”)

Temos que decidir qual é o problema do Horacio. Não pode ser “Ai, quero arranjar uma namorada e não consigo”, porque isso é bichice de revista feminina e nunca sairia numa revista masculina. Juntando o que já ouvi dele e dos amigos (entenda-se Quasímodo), pode ser algo do tipo medo de compromisso (“Não posso reclamar das mulheres que conheci na minha vida, todas elas eram fantásticas. Mas não sei, chega uma hora em que me dá uma coisa e eu não sei o que quero, aí acho melhor ficar sozinho. É como se eu estivesse ouvindo uma música legal no rádio, mas aí penso: “e se tiver uma música ainda mais legal tocando na outra estação ao mesmo tempo?”. Então acabo trocando de estação para estação, sem parar em nenhuma por muito tempo, assim como faço com as mulheres” / “Minha última ficante me deu um fora na semana passada por email. Ela disse que não conseguiria falar comigo pessoalmente. Estávamos ficando há uns quatro meses e, segundo ela, o problema foi que eu não fiz nada”).

Nossa solução para isso: parar de ser uma anta e se tocar de como tem sorte em ter mulheres tão melhores que ele assim, à disposição. Tá, não podemos escrever isso, é melhor guardar para nosso manifesto feminista… mas pode ser algo do tipo: Horácio se apaixonou pela Paula, uma hora se cagou de medo e se assustou sabe-se lá porque, e fugiu. Seu problema é que até hoje não conseguiu superar a ex. Acha que vai se esquecer dela se ficar pulando de mulher em mulher, e tem medo de se envolver demais com alguma porque vai que se apaixona de novo e ela vira uma Paula 2, O Retorno?

Alguma idéia melhor para definirmos o problema do Horácio?
Temos que definir a questão que incomoda nosso entrevistado. Na matéria da NOVA, isto é “Fulana é bonita, inteligente e bem sucedida, mas não arranja namorado”. Na nossa pode algo como “Horacio conhece e conquista várias mulheres lindas, inteligentes e interessantes, mas não consegue se firmar com nenhuma delas. Por quê?”, sei lá… any thoughts? “Tenho meu código de ética: nunca fico com nenhuma aluna”. Podemos inventar que entrevistamos uma de suas alunas e ela disse: “O Horacio realmente não dá bola pra aluna nenhuma, e deixa bem claro que esse não é o jogo dele. Concordo totalmente com isso, mas só acho que ele não deveria se prender tanto nessa idéia a ponto de deixar de notar alguém interessante, que poderia ser algo mais para ele…”

Sobre a produção: explicamos como o Horacio é (comportamento, visual, etc) e dissemos que combinamos um dia de levar ele pra sair (junto com os amigos, como se fosse uma balada normal) e tentar resolver seu problema. Nessa noite, ele tentou seguir nossas dicas de comportamento e se arrumou melhor.

Na balada: Horacio geralmente não dá muita trela pras meninas na balada. Prefere se divertir na roda de amigos, mas sempre fica de olho em alguém que esteja dando bola. “Não gosto das meninas que são muito fáceis, gosto de um desafio na hora da paquera. Mas também nunca penso em conhecer ninguém interessante na balada. O que todo mundo quer nessa hora é se pegar, então pra quê perder tempo conversando?”. Errado, seu estúpido. Podemos dar a dica para o Horacio prestar mais atenção às pessoas que conhece na balada, e não ter medo de perder tempo com alguém que tenha um papo legal. O desafio é levar esse mini-relacionamento pra fora da balada, não deixar a coisa morrer ali mesmo onde começou. (Deus do céu, de onde estou tirando essas coisas ehauehauehauheua???)

Desempenho na nossa noite no Grazie a Dio: aí temos que inventar o final que queremos para nossa matéria. Temos fotos do Horacio com os amigos, dele no bar com meninas sentadas do lado (aí basta a legenda que a gente quiser: “Horacio nem se toca que a mina do lado tá dando bola”; ou “Em ambientes mais abertos e com mais gente, Horacio fica com vergonha de chegar na menina e puxar um papo, não sabe como conversar”, etc), dele na balada mostrando a roupa, dele xavecando a Sorvetão (tem deles dançando, conversando juntinhos e uma em que supostamente eles estão se beijando). Tem uma outra foto da mina que ele realmente beijou na balada (uma morena X), mas tá meio torta porque eu já tava bêbada e fiquei com medo da mina perceber a câmera e vir brigar comigo hehehe.

Placar: podemos dizer que ele seguiu nossa dica, deu bastante bola pra Helô, conversaram um tempão e aí ficaram. E ainda podemos falar que os dois trocaram telefones, que ele (instruído por nós, lógico), ligou pra ela e marcou um programa, os dois se viram de novo e está tudo bem. Aí podemos ter aspas dos dois, tipo, será que vira namoro, quais as chances, etc heuaheuaheuaheahe? Ou podemos falar que ele tentou seguir nossa dicar e xavecar a Helô, mas tomou um fora e acabou pegando a mina X. Ou ainda podemos dizer que ele pegou a Helô e depois, putão que é, ignorou nossas dicas e pegou a mina X, na frente da Helô, que viu tudo e armou o maior barraco. O bofe é meu, olha a facaaaaaaaa!!!

Depoimentos dos amigos: “O Horacio é o cara mais boa pinta da turma e as mulheres sempre ficam nos pés dele. E ele aproveita sempre que pode. Mas quando namorava a Paula virou outro, completamente apaixonado” / “O Horacio não se preocupa muito com o visual não. Em casa, no shopping, no bar ou na balada, as chances são que você vai encontrar ele de regata, calça jeans velha, boné, papete e meia, às vezes colorida”.

Podemos fazer uma lista dos erros dele que corrigimos, tanto de look quanto de comportamento, etc:

trocar a papete por um tênis bacana: temos foto da papete do Horacio e do tênis bacana do Luis. O problema é que o chão nas duas fotos é igual e a calça do Horacio é mais escura que a do Luis. Temos que ver como colocar essas fotos pra não pareer gambiarra.

trocar as regatas por qualquer coisa melhor: não temos fotos dele de regata, mas podemos dizer que os amigos falaram que ele sempre vestia. E na balada ele estava com uma camiseta preta.

cabelo: podemos falar que ele nunca parava pra pentear o cabelo, que é curtinho, e sempre usava boné. Mas nós demos um toque pra ele pentear sim e ainda passar um gelzinho pra modelar, como ele está na balada (ai que bichice!)

comportamento na balada: prestar mais atenção às pessoas que conhece na balada, e não ter medo de perder tempo com alguém que tenha um papo legal. O desafio é levar esse mini-relacionamento pra fora da balada, não deixar a coisa morrer ali mesmo onde começou.

comportamento no trabalho: manter sua ética, mas não deixar suas próprias regras e crenças, tanto no trabalho quanto em outras situações, descartarem completamente pessoas que podem ser muito interessantes. Ninguém vai te condenar se algo de bom começar assim, certo?

AS AMIGAS ESTAO PROCURANDO ESSAS FOTOS DESESPERADAMENTE.

AGUARDEM!

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